A persona que usei nos últimos anos da minha vida começou a descolar-se da cara. Não sei se terá sido por alterações na humidade do ar ou simplesmente por ter encontrado uma máscara antiga. Tenho estado a restaurar esta persona. Tornou-se entretanto uma nova máscara, do material da antiga.
Sentia saudades dela: usei-a no final da adolescência. É de um material menos rugoso e mais agradável à vista. Ela gosta de ir à praia comigo, prefere cerveja a absinto e conviver com outras máscaras do que olhar-se ao espelho.
Como é uma máscara simpática, não se importa de ser vista à luz do dia. A antiga escondia-se na escuridão.
A antiga vai ser queimada e espero não me recordar dela.
Sentia saudades dela: usei-a no final da adolescência. É de um material menos rugoso e mais agradável à vista. Ela gosta de ir à praia comigo, prefere cerveja a absinto e conviver com outras máscaras do que olhar-se ao espelho.
Como é uma máscara simpática, não se importa de ser vista à luz do dia. A antiga escondia-se na escuridão.
A antiga vai ser queimada e espero não me recordar dela.
4 comentários:
A recordação é um dom que nos serve para não esquecermos e com isso aprender. Por isso penso que te deves recordar dela para que não a repitas se não gostas dela.:))))
Força com o novo projecto!
beijinhos
Até espero não me recordar e simplesmente ir encaminhando a vida de forma diferente :)
Nao é facil, mas em lugar duma mascara nova poderias usar a tua propria cara :))
Sim, sim, os bons conselhos sao faceis ....
A cara visível talvez seja sempre uma máscara. Talvez, porque de metafísica não percebo muito e também não leva a lado nenhum :)
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