Desde há muito que tenho um certo interesse pelas chamadas vanguardas musicais. Ou seja, pela destruição das normas estabelecidas na música e construção de algo novo e irrepetível. Algumas vezes vou buscar elementos a essas vanguardas para os meus projectos musicais. Mas nunca havia experimentado tocar de forma livre, ou melhor, da forma mais livre que se consegue. E começo a perceber melhor as músicas de vanguarda, para lá de Ligeti, de Stockhausen, de John Cage. A destruição parcial dos elementos musicais pré-estabelecidos faz sentido no mundo em que vivemos, é a música que melhor o representa. Descobrir a harmonia que regula a desarmonia é o desafio que se coloca.
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Há 2 dias
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